Muitos apreciadores de vinhos buscam a diversidade de estilos, pois cada um deles serve a distintos propósitos e ocasiões de consumo. Há diversas classificações possíveis para o vinho, mas a que Bruno Vianna desenvolveu traz uma diferença básica: são 11 estilos, definidos do ponto de vista do consumidor e não do elaborador do vinho. Cada estilo é definido de acordo com suas características próprias que o tornam adequado a uma determinada situação de consumo. Veja abaixo os 11 estilos:
São vinhos marcados pelo frescor, proporcionado por sua excelente acidez, que os torna ideais para servir na entrada do almoço ou jantar, bem como para acompanhar pratos leves ou simplesmente desfrutar de seu sabor refrescante em dias quentes do ano.
Aperitivos, saladas, peixes ou frangos grelhados sem molhos ou com molhos leves, ostras, mariscos, queijos de cabra, cozinha tailandesa, sashimi, aspargos, molho à base de limão e molho tártaro.
São vinhos macios e com média intensidade de sabor entre os brancos. São muito equilibrados, não havendo predomínio de acidez, doçura, notas florais ou de carvalho. Este equilíbrio lhes dá muita flexibilidade na harmonização com diferentes tipos de prato.
Peixes, frangos, porco e massas com molho cremoso, salmão cozido, camarões ou lagostins. Torta de frango ou peixe, cuscuz, omeletes, quiches e soufflés. Queijo brie.
Estes grandes vinhos são identificados por sua alta concentração e complexidade, trazendo uma grande intensidade e riqueza de sabores, textura macia dada por um grau alcoólico elevado e um final de boca muito longo. Provêm de vinhedos especiais de baixo rendimento, passam por barricas de carvalho e têm vida longa.
Companhia ideal para momentos especiais, com pratos finos, é também excelente para ser apreciado só, fora de uma refeição. Harmoniza bem com lagostas, lagostins, camarões, vieiras, peixes de sabor marcante ou bacalhau, especialmente quando preparados com molho cremoso.
Vinhos com aromas florais, apresentando um grau de doçura que varia do seco ao semi-seco, mas não chegando a ser muito doce.
Aperitivos, cozinha tailandesa, vietnamita, chinesa e pratos indianos menos condimentados. Foie gras. Pratos com especiarias doces (cravo, canela). Frango ou porco com molho adocicado ou com frutas amarelas. Sushi. É também muito expressivo como aperitivo.
Seguindo uma tendência da Europa, é o estilo que teve maior aumento de consumo nos últimos anos, acompanhado também da melhoria de qualidade. Ganhando coloração pelo breve contato com as cascas de uvas tintas, o vinho rosé pode oferecer uma suave e sedutora paleta de cores que passa pelo rosado, salmão e cereja.
Ideal para o dia-a-dia de países de clima quente. Ocasiões descontraídas, aperitivos, lanches, picnics. Saladas. Pratos asiáticos. Paella, tapas. Carpaccio.
São tintos agradáveis e fáceis de beber no dia-a-dia, por terem uma adstringência dos taninos bem leve. Preservam o frescor e os sabores vibrantes de fruta. São muito refrescantes, principalmente em dias quentes.
Pizzas, massas com molhos vermelhos. Bom companheiro para lanches e picnics. Salmão e atum com temperos mais substanciosos ou em churrasco. Carnes frias. Carpaccio. Frango, porco ou vitela grelhados. Coq au vin. Culinária mediterrânea, legumes recheados, salames e embutidos em geral. Ossobuco. Carnes com molho de tomate. Fondue de carne. Coelho.
Ampla família de vinhos macios, de corpo médio, que se apresentam na boca com boa intensidade gustativa, ressaltando bastante a fruta, principalmente os dos países do Novo Mundo.
Maioria das carnes vermelhas, com intensidade de sabor variando desde o cozido e refogado ao assado. Carnes com molhos brancos cremosos. Cordeiro e porco grelhados. Fígado. Confit de pato. Queijos duros.
São vinhos especialmente intensos, concentrados e ricos em álcool. Há cada vez mais vinhos neste estilo, como resultado de verões mais quentes nos vinhedos e da tendência de colher as uvas mais maduras, além das técnicas utilizadas de baixo rendimento nos vinhedos e maior extração de sabores e coloração das cascas da uva. Inclui muitos dos melhores vinhos do mundo.
Muitos são tão especiais que merecem ser apreciados sem acompanhamento. Carnes grelhadas e na brasa, com temperos fortes e especiarias, como pimenta do reino, pimenta, chilli e curry. Carnes com molhos concentrados de carne ou vinho tinto. Goulash. Magret de pato. Rabada.
São vinhos com gás carbônico dissolvido, que é produzido e aprisionado em uma segunda fermentação (exceto o Asti, que tem uma só), feita na garrafa (Método Tradicional) ou tanque pressurizado (Método Charmat). O Champagne é o top deste estilo. Os espumantes brasileiros estão entre os melhores do mundo, com baixo custo.
Considerado o melhor dos aperitivos, a harmonização varia com o tipo de espumante. Nature – ostras, caviar, sashimi. Brut – aperitivos em geral, canapés, sushi, mariscos, cozinha chinesa/cantonesa, tempura. Morangos, framboesas e cerejas frescas. Demi-sec – bolo de casamento, sobremesas não muito doces, massa leve com molho cremoso ou levemente adocicado. Rosé – cozinha chinesa pouco condimentada, cozinha do sudeste asiático, aperitivos, salmão defumado. Tinto – feijoada, peru de natal.
São vinhos produzidos com a adição de álcool após a fermentação, conferindo-lhe mais estrutura e longevidade, podendo passar por oxidação em carvalho. Têm maior durabilidade depois de aberta a garrafa, principalmente os que passam mais tempo em madeira.
Ideais para aperitivos. Tapas, tortillas. Presuntos crus de diversos tipos. Salame. Azeitonas verdes. Castanhas. Gazpacho, consommé. Sardinhas grelhadas. Cozinha japonesa.
Vinhos com alto teor de açúcar residual da própria uva, que lhes confere maciez, untuosidade e doçura.
As sobremesas ficam muito mais ricas quando acompanhadas de um vinho doce e muita gente ainda não experimentou esta delícia. Siga a regra fundamental – o vinho deve ser mais doce que a sobremesa. Sorvetes (Muscat ou Late Harvest). Use os Late Harvest para as sobremesas menos doces e o Sauternes para as mais doces, crème brûlée, foie gras e queijos azuis.
São os melhores vinhos para combinar com chocolate. Tiramisu e tortas de chocolate (Banyuls, Porto Ruby ou Madeira), tortas de ameixas, tortas de castanhas (Porto Tawny, Madeira).
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